Diante do fato que um sindicato forte significará no futuro uma forte greve, partimos para a seguinte questão: qual o primeiro passo?
Penso que poderíamos começar com um amplo processo de conscientização operária/sindical.
Exigir que os setores de formação de todos os sindicatos funcionem, com cursos, materias para leitura, etc.
Várias perguntas fundamentais vão ser respondidas:
1. Quantos trabalhadores sindicalizados e não-sindicalizados têm nos Correios, isso distinguindo por cada um dos 35 sindicatos filiados a Fentect?
2. Qual a história do movimento operário/sindical nos Correios?
3. Os 35 sindicatos através de suas direções, estabelecem uma política de comunicação diária com os trabalhadores sindicalizados e não-sindicalizados dos Correios, com propósito de garantir a participação democrática de todos os trabalhadores na construção do movimento operário/sindical?
4. Existe uma Biblioteca especializada em movimento operário/sindical em cada um dos 35 sindicatos?
5. Qual a receita da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) de forma detalhada e como ela é distribuída?
6. Quem elaboca e como, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho?
7. Quais os direitos conquistados pelos trabalhadores previstos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)?
8. Como o trabalhador deve agir diante da opressão de um Chefe da ECT?
9. Se a direção de cada um dos 35 sindicatos não lutar efetivamente pela construção do movimento operário/sindical, que penalidade vai sofrer?
10. A direção da Fentect e dos 35 sindicatos têm um Documento Sobre os Assaltos às Agências de Correios, que oriente os trabalhadores vítimas dos assaltantes?
11. O que é uma Central Sindical e quais as centrais sindicais existentes hoje no País?
Se a direção da Fentect e dos 35 sindicatos não começarem a atuar nesse caminho, estará contribuindo para a continuidade da ignorância, da opressão, da traição, da exploração.
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Sindicato e Greve: uma construção possível
Quando existe a possibilidade dos trabalhadores entrarem em Greve, surge a pergunta: até que ponto o conjunto da categoria está disposto a aderir à Greve?
Porém, sabemos que a Greve é uma consequência de um movimento operário/sindical mais amplo. Este movimento é construído diariamente pelos trabalhadores e trabalhadoras.
Quanto mais forte for o Sindicato mais forte será a Greve.
Mas o que vemos é um Sindicato muito frágil, reduzido a uns poucos em sua Direção.
Falta uma política de comunicação para promover a participação democrática de todos os trabalhadores e trabalhadoras na construção do movimento sindical. Em parte, a ausência de comunicação se deve a uma Direção sindical despreparada e/ou astuta/traidora.
O desafio de construir o movimento operário/sindical sempre estará na ordem do dia, enquanto ainda existir a exploração e a opressão capitalista.
Trabalhadores e Trabalhadoras, uní-vos!
Porém, sabemos que a Greve é uma consequência de um movimento operário/sindical mais amplo. Este movimento é construído diariamente pelos trabalhadores e trabalhadoras.
Quanto mais forte for o Sindicato mais forte será a Greve.
Mas o que vemos é um Sindicato muito frágil, reduzido a uns poucos em sua Direção.
Falta uma política de comunicação para promover a participação democrática de todos os trabalhadores e trabalhadoras na construção do movimento sindical. Em parte, a ausência de comunicação se deve a uma Direção sindical despreparada e/ou astuta/traidora.
O desafio de construir o movimento operário/sindical sempre estará na ordem do dia, enquanto ainda existir a exploração e a opressão capitalista.
Trabalhadores e Trabalhadoras, uní-vos!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Os Atendentes dos Correios e a Greve
Historicamente, os carteiros representam a maioria esmagadora dos trabalhadores dos Correios que entram em Greve. Isso, se deve em parte à sobrecarga de trabalho que os carteiros são submetidos, forçando-os a tomar a dianteira no movimento grevista.
No entanto, com a instalação do Banco Postal, contrato celebrado entre a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e o Bradesco, os atendentes veem suas cargas de trabalho e problemas triplicarem, desde as gigantescas filas até as terríveis diferenças de caixa.
Diante dessa nova realidade, muitos atendentes começaram a se sindicalizar, e consequentemente, participar das Greves.
Mas a grande maioria dos atendentes ainda não despertaram para a necessidade de atuar no movimento sindical e participar das greves.
Que este despertar de consciência não tarde a acontecer, pois a realidade impõe a participação massiva de todos os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios nas conquistas por aumentos salariais e na luta contra a opressão.
No entanto, com a instalação do Banco Postal, contrato celebrado entre a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e o Bradesco, os atendentes veem suas cargas de trabalho e problemas triplicarem, desde as gigantescas filas até as terríveis diferenças de caixa.
Diante dessa nova realidade, muitos atendentes começaram a se sindicalizar, e consequentemente, participar das Greves.
Mas a grande maioria dos atendentes ainda não despertaram para a necessidade de atuar no movimento sindical e participar das greves.
Que este despertar de consciência não tarde a acontecer, pois a realidade impõe a participação massiva de todos os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios nas conquistas por aumentos salariais e na luta contra a opressão.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A Greve e o Poder Judiciário: a parcialidade de um dos tripés do Estado Burguês
"[...] os empregados dos Correios prestam serviço público essencial e de relevância social." (João Oreste Dalazen, vice-presidente do TST)
A primeira vista imaginamos que o ministro João Dalazen vai de encontro ao pior salário da esfera federal, já que seria inadmissível que trabalhadores que prestam serviço público essencial e de relevância social, ganhem tal remuneração.
No entanto, ele diz isso para impor a presença de no mínimo 30% aos postos de trabalho, e ainda ameaça com a pena de uma multa diária de R$ 50 mil por unidade, caso não seja cumprido essa exigência.
Nenhuma confiança no Estado Burguês: Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo!
Apenas a força da organização e mobilização dos operários e das operárias é capaz de mudar as condições de sobrevivência dos explorados e oprimidos!
A primeira vista imaginamos que o ministro João Dalazen vai de encontro ao pior salário da esfera federal, já que seria inadmissível que trabalhadores que prestam serviço público essencial e de relevância social, ganhem tal remuneração.
No entanto, ele diz isso para impor a presença de no mínimo 30% aos postos de trabalho, e ainda ameaça com a pena de uma multa diária de R$ 50 mil por unidade, caso não seja cumprido essa exigência.
Nenhuma confiança no Estado Burguês: Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo!
Apenas a força da organização e mobilização dos operários e das operárias é capaz de mudar as condições de sobrevivência dos explorados e oprimidos!
Greve: direito constitucional burguês ou direito democrático operário?
"Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei." (Constituição Federal de 1988).
Como em todo o ordenamento jurídico burguês, os direitos próprios dos trabalhadores são ao mesmo tempo algo claro e certo ("É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender."), mas por outro lado, duvidoso ("Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei").
Diante dessas contradidições do direito constitucional burguês, o caminho mais concreto para que o conjunto da classe trabalhadora assegure os direitos que lhes são próprios, é a LUTA!
Ninguém, se não a força da mobilização e da organização dos operários e das operárias, poderá assegurar o efetivo exercício do direito de GREVE!
É preciso que o conjunto dos trabalhadores e das trabalhadoras superem a frágil e incerta legislação burguesa e lutem pelo direito democrático da classe operária fazer GREVE!
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei." (Constituição Federal de 1988).
Como em todo o ordenamento jurídico burguês, os direitos próprios dos trabalhadores são ao mesmo tempo algo claro e certo ("É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender."), mas por outro lado, duvidoso ("Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei").
Diante dessas contradidições do direito constitucional burguês, o caminho mais concreto para que o conjunto da classe trabalhadora assegure os direitos que lhes são próprios, é a LUTA!
Ninguém, se não a força da mobilização e da organização dos operários e das operárias, poderá assegurar o efetivo exercício do direito de GREVE!
É preciso que o conjunto dos trabalhadores e das trabalhadoras superem a frágil e incerta legislação burguesa e lutem pelo direito democrático da classe operária fazer GREVE!
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
GREVE!!! Trabalhadores dos Correios rejeitam migalhas da Direção da ECT

A Greve é o ponto culminante da consciência operária. É uma arma poderosíssima para frear a superexploração que os trabalhadores são submetidos ao longo de suas vidas.
No momento em que os trabalhadores entram em Greve, percebe-se claramente quem é que verdadeiramente gera a produção e a riqueza. Daí a importância da Greve para elevar a consciência da classe operária. Porém, toda a mobilização e educação que a Greve gera não é vista com bons olhos pelos exploradores, defensores da lógica do Capital, que transforma a mais-valia em lucro, e este em riqueza acumulada nas mãos de poucos.
Desde o dia 16 de setembro os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios estão em Greve, num ato de protesto diante da proposta rebaixada de aumento salarial por parte da Direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT.
Só a luta é capaz de fazer com que a classe trabalhadora conquiste seus direitos.
Todos à GREVE!!!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
A crise do Senado ou a crise das instituições burguesas?
As instituições burguesas se fundam na corrupção. Querer escolher dentre os representantes burgueses um único culpado é enganar a classe operária e as massas trabalhadoras. A crise no Senado escancarou a podridão das instituições políticas burguesas, que têm como função assegurar e conservar a dominação e a exploração de classe.
Os próprios representantes burgueses, num ensaio para ver quem é o pior, cumprem o papel de denunciar os demandos e os privilégios cometido por ambos ao longo de suas vidas enquanto defensores do capital.
Esse atual estado de coisas continuará a acontecer sob nossos olhos até que o conjunto da classe e das massas exploradas e oprimidas, tomar em suas mãos o destino de nossa história e lutar pela destruição do regime burguês e edificação do socialismo.
Os próprios representantes burgueses, num ensaio para ver quem é o pior, cumprem o papel de denunciar os demandos e os privilégios cometido por ambos ao longo de suas vidas enquanto defensores do capital.
Esse atual estado de coisas continuará a acontecer sob nossos olhos até que o conjunto da classe e das massas exploradas e oprimidas, tomar em suas mãos o destino de nossa história e lutar pela destruição do regime burguês e edificação do socialismo.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A importância da Crítica Operária
Ver o mundo criticamente, sem ilusões, é essencial para o nosso conhecimento acerca da realidade. No entanto, quando além de olhar criticamente o mundo, nos colocamos nos marcos da luta de classes, passamos a compreender mais profundamente os acontecimentos da atualidade, nem sempre visíveis para os mais apressados.
Sabemos que em qualquer modo de produção, seja escravista, feudal, asiático ou capitalista, a superestrutura, representada pelo aparato político-jurídico e ideológico, cumpre um papel crucial na justificação do status quo, da ordem, da desigualdade social, da dominação de classe.
Assim sendo, forjar espaços para a elaboração de uma Crítica Operária, passa a ser de suma importância para a conscientização e organização da classe operária e das massas trabalhadoras.
Quais os possíveis caminhos que a classe explorada e oprimida pode trilhar para conquistar a vitória frente ao domínio imperialista?
Sabemos que em qualquer modo de produção, seja escravista, feudal, asiático ou capitalista, a superestrutura, representada pelo aparato político-jurídico e ideológico, cumpre um papel crucial na justificação do status quo, da ordem, da desigualdade social, da dominação de classe.
Assim sendo, forjar espaços para a elaboração de uma Crítica Operária, passa a ser de suma importância para a conscientização e organização da classe operária e das massas trabalhadoras.
Quais os possíveis caminhos que a classe explorada e oprimida pode trilhar para conquistar a vitória frente ao domínio imperialista?
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Escolas de Samba do Rio: a Voz dos Subúrbios Operários?
Como é possível ser transmitido, com destaque, pelo maior meio de comunicação da burguesia brasileira, a TV Globo, o desfile das escolas de samba que nascem nos subúrbios operários do Rio?
Talvez essa questão encontre resposta na medida em que perguntarmos com quem está o controle e a direção das escolas de samba que desfilam na Marquês de Sapucaí.
Apesar de nascerem em subúrbios operários, as direções estão nas mãos de pessoas que não representam os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, que sofrem diariamente com as precárias condições materiais de existência.
Nenhuma das doze escolas de samba fez uma crítica frontal ao capitalismo. Nenhuma trouxe para a Avenida as duras condições de existência de milhões de operários que moram nos subúrbios cariocas.
Abordar o “Tambor” sem dizer a que classe pertence o negro; falar sobre o "Chuveiro da Alegria” sem criticar a devastação ecológica promovida pelo imperialismo que põe em risco as reservas de água potável do planeta; tem como falar em “Amor” em tempos de marginalização em massa de milhões de trabalhadores e trabalhadoras; destacar o “Theatro Municipal” sem discutir um projeto político-cultural para a classe operária; resgatar os ideais da burguesia francesa “Liberté, Egalité, Fraternité” sem fazer uma dura crítica ao desfecho da revolução traída; relembrar “a formação do povo brasileiro” sem pontuar o genocídio indígena e a escravidão negra; fazer “samba” sem contextualizado na realidade opressora que os trabalhadores vivem; homenagear a “Bahia” sem se preocupar com quem a domina; gastar bilhões com a corrida ao “Espaço” virando as costas para a fome; como “inventar” se os educadores e educadoras, guias dos futuros cientistas, recebem um salário que não supre suas necessidades; será possível existir “Clube Literário” sem que as massas trabalhadoras usufruam de condições mínimas de sobrevivência; falar sobre os “Mistérios do Mar” sem relacionar com os grandes problemas que a humanidade enfrenta.
É enganar e trair os verdadeiros donos das escolas de samba, os operários e as massas trabalhadoras, que moram nos subúrbios do Rio e sofrem com a exploração e opressão burguesa.
Carnaval de Salvador, um Palco de Desigualdades
A primeira vista o Carnaval é só felicidade, alegria. Milhões de pessoas festejando. Mas basta a gente olhar com mais atenção que começamos a perceber um mundo erguido pela desigualdade social.
No primeiro dia os astutos organizadores até tentaram camuflar o caráter desigual do Carnaval de Salvador. Colocaram o trio do Bloco da Capoeira, com grupos culturais, cantores, dançarinos e atletas. Porém, eles estavam lembrando da importância da capoeira na Guerra do Paraguai, uma guerra de interesses econômicos, em favor do Império Britânico, que destruiu uma nação que se contrapôs ao imperialismo.
“A Inglaterra é a primeira que se transforma em país capitalista, e em meados do século XIX, ao implantar o livre câmbio, pretendeu ser a “oficina de todo o mundo”, o fornecedor de artigos manufaturados para todos os países, os quais deviam fornecer-lhe, em contrapartida, matérias-primas. Mas este monopólio da Inglaterra enfraqueceu já no último quartel do século XIX, pois alguns outros países, defendendo-se por meio de direitos alfandegários “protecionistas”, tinham-se transformado em Estados capitalistas independentes. [...]
A particularidade fundamental do capitalismo moderno consiste na dominação exercida pelas associações monopolistas dos grandes patrões. Estes monopólios adquirem a máxima solidez quando reúnem nas suas mãos todas as fontes de matérias-primas, e já vimos com que ardor as associações internacionais de capitalistas se esforçam por retirar ao adversário toda a possibilidade de concorrência, por adquirir, por exemplo, as terras que contêm minério de ferro, os jazigos de petróleo, etc. [...]
Se fosse necessário dar uma definição o mais breve possível do imperialismo, dever-se-ia dizer que o imperialismo é a fase monopolista do capitalismo.”
Lenin
O imperialismo, etapa superior do capitalismo
Nos glamorosos camarotes posam a classe dominante e seus apadrinhados. No circuito tradicional dos trios elétricos, a pequena-burguesia, setores da chamada “classe média” e ousados operários que precisam reservar uma parte do seus parcos salários para comprar os abadás, desfilam nos blocos puxados pelos célebres artistas do axé. Já as massas trabalhadoras, chamados ironicamente de “foliões pipocas”, pulam fora dos holofotes.
Enquanto o regime burguês estiver de pé, a classe operária e as massas trabalhadoras irão apenas ser figurante de uma festa de Carnaval que reafirma a desigualdade social gerada pela perversa ordem de acumulação de riqueza e poder nas mãos de um número reduzido de pessoas.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Operários e burgueses na Folia?
Se antes existia a ideologia do cidadão em detrimento da consciência classista, com o Carnaval, é criado um novo personagem universal no imaginário popular, acima das classes sociais, o folião.
A ordem é pular, beijar, beber, curtir, dançar, etc. Pouco importa quem sou, qual minha condição material e subjetiva de existência.
Numa hegemonia completa capitalista, é importantíssimo momentos como esse, onde a classe operária e as massas trabalhadoras são manipuladas e levadas a festejar sem ter motivos. A menos que essa festa, a maior do país, sirva de maneira distorcida para que as massas extravasem e joguem, momentaneamente, para fora todo o peso de um ano de opressão e exploração burguesa.
Já imaginou se o Carnaval acontece logo após a derrubada do regime burguês? Aí sim, teríamos motivos para ocupar as ruas e praças, com alegria, festejando o fim de um longo período de dominação capitalista. Um modelo de sociedade que acumula riqueza e poder na mão de uma minoria rica, empurrando a grande maioria da população à miséria e empobrecimento humanos.
“Até aqui, os homens têm sempre criado representações falsas sobre si próprios, e daquilo que são ou devem ser. Segundo as suas representações de Deus, do homem normal, etc., têm instituído as suas relações. Os filhos da sua cabeça cresceram-lhes acima da cabeça. Curvaram-se, eles que são os criadores, diante das suas criaturas. Libertemo-los das ficções do cérebro, das idéias, dos dogmas, das essências imaginadas sob cujo jugo se atrofiam. Rebelemo-nos contra o domínio das idéias. Ensinemo-los a trocar estas fantasias por idéias que correspondem à essência do Homem, diz um; a terem uma atitude crítica face a elas, diz o outro; a expulsá-las da cabeça, diz o terceiro; – e a realidade vigente ruirá”.
Marx e Engels
A Importância do Semanário e seus Perigos
Destacar os principais acontecimentos da semana é uma forma de estar consciente dos rumos do movimento histórico. E quanto mais compreendermos o nosso mundo mais aptos estaremos para atuar de forma revolucionária nele.
No entanto, corremos o risco de ficarmos reféns do que os grandes meios de comunicação, controlados pela grande burguesia e por seu governo, nos transmite como sendo os principais fatos da atualidade.
Aqui faz-se necessário pontuar que a sociedade não é constituída de um todo homogêneo. Ela é dividida em classes com realidades distintas e interesses opostos.
Por isso, não basta reproduzir acriticamente o que é veiculado nos jornais, nas revistas, na Internet, nos programas de televisão e rádio. É preciso construir um ponto de vista crítico a partir das condições materiais e subjetivas da classe operária e das massas trabalhadoras, dos seus interesses e lutas cotidianas.
“E se realmente chegássemos a obter que a totalidade ou a maior parte dos comitês, grupos e círculos locais se associassem ativamente para a obra comum, poderíamos em breve elaborar um semanário, regularmente divulgado em dezenas de milhares de exemplares em toda a Rússia. Esse jornal seria parte de um gigantesco fole de urna forja que atiçasse cada fagulha da luta de classes e da indignação popular, para daí fazer surgir um grande incêndio. Em torno dessa obra em si ainda inofensiva e pequena, mas regular e comum no pleno sentido da palavra, um exército permanente de lutadores experimentados seria sistematicamente recrutado e instruído. Sobre os andaimes e cavaletes dessa organização comum em construção, logo veríamos subir, saídos das fileiras de nossos revolucionários, os Jeliabov sociais-democratas e, saídos das fileiras de nossos operários, os Bebel russos que, à frente desse exército mobilizado, levantariam todo o povo para fazer justiça à vergonha e à maldição que pesam sobre a Rússia.”
Lenin
O Papel da Crítica Operária
Viver sob o domínio burguês implica em se submeter a uma série de mecanismos que perpetuam o status quo. Por isso, é imprescindível que os mais amplos setores da classe operária e das massas trabalhadoras comecem a criticar radicalmente todas as formas de opressão e exploração da sociedade capitalista.
"Sei que a arma da crítica não resiste à crítica das armas. Porém, quando as idéias se incorporam às massas elas se transformam numa poderosa força revolucionária”.
"Sei que a arma da crítica não resiste à crítica das armas. Porém, quando as idéias se incorporam às massas elas se transformam numa poderosa força revolucionária”.
Karl Marx
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