Destacar os principais acontecimentos da semana é uma forma de estar consciente dos rumos do movimento histórico. E quanto mais compreendermos o nosso mundo mais aptos estaremos para atuar de forma revolucionária nele.
No entanto, corremos o risco de ficarmos reféns do que os grandes meios de comunicação, controlados pela grande burguesia e por seu governo, nos transmite como sendo os principais fatos da atualidade.
Aqui faz-se necessário pontuar que a sociedade não é constituída de um todo homogêneo. Ela é dividida em classes com realidades distintas e interesses opostos.
Por isso, não basta reproduzir acriticamente o que é veiculado nos jornais, nas revistas, na Internet, nos programas de televisão e rádio. É preciso construir um ponto de vista crítico a partir das condições materiais e subjetivas da classe operária e das massas trabalhadoras, dos seus interesses e lutas cotidianas.
“E se realmente chegássemos a obter que a totalidade ou a maior parte dos comitês, grupos e círculos locais se associassem ativamente para a obra comum, poderíamos em breve elaborar um semanário, regularmente divulgado em dezenas de milhares de exemplares em toda a Rússia. Esse jornal seria parte de um gigantesco fole de urna forja que atiçasse cada fagulha da luta de classes e da indignação popular, para daí fazer surgir um grande incêndio. Em torno dessa obra em si ainda inofensiva e pequena, mas regular e comum no pleno sentido da palavra, um exército permanente de lutadores experimentados seria sistematicamente recrutado e instruído. Sobre os andaimes e cavaletes dessa organização comum em construção, logo veríamos subir, saídos das fileiras de nossos revolucionários, os Jeliabov sociais-democratas e, saídos das fileiras de nossos operários, os Bebel russos que, à frente desse exército mobilizado, levantariam todo o povo para fazer justiça à vergonha e à maldição que pesam sobre a Rússia.”
Lenin

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