domingo, 27 de setembro de 2009

Greve e Sindicato: Dar um passo

Diante do fato que um sindicato forte significará no futuro uma forte greve, partimos para a seguinte questão: qual o primeiro passo?

Penso que poderíamos começar com um amplo processo de conscientização operária/sindical.

Exigir que os setores de formação de todos os sindicatos funcionem, com cursos, materias para leitura, etc.

Várias perguntas fundamentais vão ser respondidas:

1. Quantos trabalhadores sindicalizados e não-sindicalizados têm nos Correios, isso distinguindo por cada um dos 35 sindicatos filiados a Fentect?

2. Qual a história do movimento operário/sindical nos Correios?

3. Os 35 sindicatos através de suas direções, estabelecem uma política de comunicação diária com os trabalhadores sindicalizados e não-sindicalizados dos Correios, com propósito de garantir a participação democrática de todos os trabalhadores na construção do movimento operário/sindical?

4. Existe uma Biblioteca especializada em movimento operário/sindical em cada um dos 35 sindicatos?

5. Qual a receita da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) de forma detalhada e como ela é distribuída?

6. Quem elaboca e como, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho?

7. Quais os direitos conquistados pelos trabalhadores previstos na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)?

8. Como o trabalhador deve agir diante da opressão de um Chefe da ECT?

9. Se a direção de cada um dos 35 sindicatos não lutar efetivamente pela construção do movimento operário/sindical, que penalidade vai sofrer?

10. A direção da Fentect e dos 35 sindicatos têm um Documento Sobre os Assaltos às Agências de Correios, que oriente os trabalhadores vítimas dos assaltantes?

11. O que é uma Central Sindical e quais as centrais sindicais existentes hoje no País?

Se a direção da Fentect e dos 35 sindicatos não começarem a atuar nesse caminho, estará contribuindo para a continuidade da ignorância, da opressão, da traição, da exploração.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sindicato e Greve: uma construção possível

Quando existe a possibilidade dos trabalhadores entrarem em Greve, surge a pergunta: até que ponto o conjunto da categoria está disposto a aderir à Greve?

Porém, sabemos que a Greve é uma consequência de um movimento operário/sindical mais amplo. Este movimento é construído diariamente pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Quanto mais forte for o Sindicato mais forte será a Greve.

Mas o que vemos é um Sindicato muito frágil, reduzido a uns poucos em sua Direção.

Falta uma política de comunicação para promover a participação democrática de todos os trabalhadores e trabalhadoras na construção do movimento sindical. Em parte, a ausência de comunicação se deve a uma Direção sindical despreparada e/ou astuta/traidora.

O desafio de construir o movimento operário/sindical sempre estará na ordem do dia, enquanto ainda existir a exploração e a opressão capitalista.

Trabalhadores e Trabalhadoras, uní-vos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Os Atendentes dos Correios e a Greve

Historicamente, os carteiros representam a maioria esmagadora dos trabalhadores dos Correios que entram em Greve. Isso, se deve em parte à sobrecarga de trabalho que os carteiros são submetidos, forçando-os a tomar a dianteira no movimento grevista.

No entanto, com a instalação do Banco Postal, contrato celebrado entre a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e o Bradesco, os atendentes veem suas cargas de trabalho e problemas triplicarem, desde as gigantescas filas até as terríveis diferenças de caixa.

Diante dessa nova realidade, muitos atendentes começaram a se sindicalizar, e consequentemente, participar das Greves.

Mas a grande maioria dos atendentes ainda não despertaram para a necessidade de atuar no movimento sindical e participar das greves.

Que este despertar de consciência não tarde a acontecer, pois a realidade impõe a participação massiva de todos os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios nas conquistas por aumentos salariais e na luta contra a opressão.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A Greve e o Poder Judiciário: a parcialidade de um dos tripés do Estado Burguês

"[...] os empregados dos Correios prestam serviço público essencial e de relevância social." (João Oreste Dalazen, vice-presidente do TST)

A primeira vista imaginamos que o ministro João Dalazen vai de encontro ao pior salário da esfera federal, já que seria inadmissível que trabalhadores que prestam serviço público essencial e de relevância social, ganhem tal remuneração.

No entanto, ele diz isso para impor a presença de no mínimo 30% aos postos de trabalho, e ainda ameaça com a pena de uma multa diária de R$ 50 mil por unidade, caso não seja cumprido essa exigência.

Nenhuma confiança no Estado Burguês: Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo!

Apenas a força da organização e mobilização dos operários e das operárias é capaz de mudar as condições de sobrevivência dos explorados e oprimidos!

Greve: direito constitucional burguês ou direito democrático operário?

"Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei."
(Constituição Federal de 1988).

Como em todo o ordenamento jurídico burguês, os direitos próprios dos trabalhadores são ao mesmo tempo algo claro e certo ("É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender."), mas por outro lado, duvidoso ("Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei").

Diante dessas contradidições do direito constitucional burguês, o caminho mais concreto para que o conjunto da classe trabalhadora assegure os direitos que lhes são próprios, é a LUTA!

Ninguém, se não a força da mobilização e da organização dos operários e das operárias, poderá assegurar o efetivo exercício do direito de GREVE!

É preciso que o conjunto dos trabalhadores e das trabalhadoras superem a frágil e incerta legislação burguesa e lutem pelo direito democrático da classe operária fazer GREVE!

sábado, 19 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

GREVE!!! Trabalhadores dos Correios rejeitam migalhas da Direção da ECT


A Greve é o ponto culminante da consciência operária. É uma arma poderosíssima para frear a superexploração que os trabalhadores são submetidos ao longo de suas vidas.

No momento em que os trabalhadores entram em Greve, percebe-se claramente quem é que verdadeiramente gera a produção e a riqueza. Daí a importância da Greve para elevar a consciência da classe operária. Porém, toda a mobilização e educação que a Greve gera não é vista com bons olhos pelos exploradores, defensores da lógica do Capital, que transforma a mais-valia em lucro, e este em riqueza acumulada nas mãos de poucos.

Desde o dia 16 de setembro os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios estão em Greve, num ato de protesto diante da proposta rebaixada de aumento salarial por parte da Direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT.

Só a luta é capaz de fazer com que a classe trabalhadora conquiste seus direitos.

Todos à GREVE!!!